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PRODUTOR DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA
REQUISITOS: diploma, devidamente registrado, de conclusão de curso de nível superior em Comunicação Social, fornecido por instituição de ensino superior reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC) e especialização na área de Publicidade e Propaganda.
DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES: Desenvolvimento de peças para campanhas publicitárias institucionais, projeto e programação visual, produção gráfica. Conceitos de publicidade criação de anúncios, editoração eletrônica, conceitos e técnicas fotográficas. Planejamento editorial, elaboração de peças gráficas com pleno domínio dos software Corel Draw, Photoshop e InDesign.
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Creio que designers não estudam 4 anos e não sei mais quantos para serem chamados de "produtores", ou seja meros executores de ações em corel draw. Creio também, que temos muitos conhecimentos projetuais e editoriais, mas não temos preparo suficiente para criar anúncios, como os publicitários fazem.Publicitários até fazem o nosso trabalho, mas o foco da faculdade de deles não é arte gráfica, como o nosso. Então, para quem diabos foi destinada esta vaga?
Eu tenho a leve impressão, que em concursos como este, já existe sim uma pessoa pré-selecionada para o cargo, e somente ela poderia preencher os requisitos. Neste caso específico várias pessoas poderiam preencher o cargo, tanto designers quanto publicitários.
A razão da minha revolta, neste caso, nem é isso. É o fato de haverem tão poucos concursos para DESIGNERS, e quando existem, coloca-se como condição ser formado em Comunicação Social. Sempre trabalhei em agências de publicidade, adoro comunicação e publicidade (inclusive publicitários), mas gente, vamos ser razoáveis: Todos os órgãos fazem concurso para comunicação social, o tempo todo. E para design gráfico? Contamos nos dedos as vagas.
Além da falta de cultura, tem a falta de discernimento de quem elabora os editais. Confunde-se design com propaganda, design com programação, e por aí vai. Espero sinceramente que nos m0bilizemos para melhorar ao menos um pouco essa percepção. Nós sabemos que é diferente, portanto, temos o dever de mostrar a quem não sabe essa diferença.
Como a profissão não é regulamentada, sugiro que cada um faça sua reclamação, como forma de pressionar no site do ministério público. Nele há um formulário de reclamação que pode ser usado também para este tipo de situação.
http://www.prdf.mpf.gov.br/
EU, LUANA, sugiro que todos reclamemos, pois quanto mais pessoas, melhor. É o futuro da profissão que está em jogo. Por favor, não deixem de participar e reclamar.
A ADEGRAF mandou um email para os associados e também fará uma reclamação, formalizando a nossa posição em relação ao assunto.
Abs,
Luana Wernik.
7 comentários:
concordo plenamente. Não só por ser designer, mas no sentido que devemos bater mesmo de frente pra que a nossa profissão seja mais conhecida e valorizada. Quando li as especificações parecia uma mistura de designer com publicitário, e na verdade, parece que é isso que eles querem numa pessoa só :P Ver que a essa altura do campeonato as pessoas ainda confundam as coisas...é lamentável. As informações estão aí, na nossa cara, é só pesquisar pra entender um pouco o que cada um tem a melhor capacidade de fazer.
Oi Luana!
Esse concurso é mais uma prova da falta de conhecimento sobre o que é o Design... Está na hora de nos posicionarmos mesmo. Parabéns pelo seu desabafo.
Abs
Mônica
Oi Luana,
Fiquei na verdade feliz de existir vagas como essa, para designers ou para publicitários, tanto faz agora. Nenhum dos dois mercados de trabalho é muito saturado no setor privado, e existem inúmeras oportunidades para ambos por aí, não é uma questão de escassez de vagas para ficarmos revoltados com publicitários e contratantes.
O interessante dessa vaga no setor público é que se está dedicando recursos exclusivamente para pessoas que fazem comunicação visual, e aos poucos os órgãos podem parar de depender de contratos caros com agências externas, que no fim das contas contratam tanto designers quanto publicitários para executar tais serviços.
É uma questão de tempo para se criar uma distinção clara entre design e publicidade na cabeça de contratantes. Como você mesmo falou, você trabalha com publicidade como muitos designers. Antes de reclamar de vagas como essa, acho que o certo é fazer o que você disse: trabalhar pra regulamentar a profissão de designer. Depois disso, vagas aparecerão. Até lá, acho que é bom aparecer esse tipo de vaga pra criar posições públicas para profissionais de comunicação visual.
Abs
André Cunha
André, longe de mim reclamar da vaga, ou do surgimento de vagas em comunicação visual como essa.É claro que quanto mais vagas melhor. O que eu questiono é a falta de ética com que esses cargos têm sido elaborados, sem ao menos uma consulta às associações, sindicatos, etc. Garanto que a elaboração do edital fosse feito com ética e bom senso, as coisas estariam no seu devido lugar. Vaga de publicitário para publicitários, vaga de designer, para designers, simples assim. Isso tudo é fruto da falta de conhecimento, falta de ética, falta de senso, falta de mobilização.
abs!
Eu pessoalmente acho que o edital tem que ser retificado, pois tem que existir uma vaga para designer, outra para publicitário. Porque eu como desenhista industrial, academicamente e tecnicamente competetente para a descrição do cargo não tenho SEQUER o direito de concorrer? Designers fazem sim o trabalho de publicitários às vezes e vice-versa. Agora, na questão das vagas, cada um no seu quadrado.
Não é de se estranhar que não haja concursos para desingers!Como você mesmo analisou não é preciso ser formado em Desenho Industrial para exercer a atividade.Logo, qualquer autodidata pode ser designer. Isso é maravilhoso e ao mesmo tempo tenebroso.Maravilhoso pois inúmeros profissionais com as mais diversas formações demonstram no dia a dia que são designers mesmo sem o canudo em Desenho.Tenebroso porque os designers não se mobilizam para regulamentar a profissão e continuam cada um na sua a trabalhar sem dar atenção para isso.É assim: se é importante exercer a atividade de designer independente de regulamentação é de se esperar que a Administração Publica não dê ouvidos (é a velho ditado "quem cala consente").As coisas funcionam assim: sem regulamentação da profissão e sem conselho, meus amigos, não há mobilização suficiente para mudar a realidade.É preciso escolher: não regulamenta a profissão e não reclamemos ou regulamenta-se e inicia-se o processo de pressão sobre a Administração Pública.Só não dá para "chupar cana e assoviar".
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