terça-feira, 29 de junho de 2010
Novidades Melissa 2011 - Bota Customizável! =)
Que rufem os tambores… Começaram as novidades da Melissa para a próxima estação!
A temporada brasileira de moda, com os lançamentos oficiais do verão 2011, está a ponto de começar, com o Fashion Rio (de 27 de maio a 1 de junho) e o SPFW (de 9 a 14 de junho). A Melissa participará dos dois eventos, com várias surpresas e uma coleção inteirinha, linda e novinha em folha, para as fãs da marca.
Os lançamentos começam no Fashion Rio, que acontece no Cais do Porto, pela terceira vez sob o comando de Paulo Borges e a Luminosidade. É lá que a Melissa apresenta sua mais recente parceria: Melissa + Gaetano Pesce!
Um dos nomes mais importantes da arquitetura e do design internacionais, o italiano Gaetano Pesce criou para a Melissa um modelo que já nasce hit, fazendo a história dos grandes colaboradores da marca. Totalmente customizável, a Melissa + Gaetano Pesce é, à primeira vista, uma irreverente ankle boot, formada por círculos vazados. De tesoura na mão, a criativa dona desta Melissa pode transformá-la no sapato que desejar: de rasteirinha a sandália!
Pesce, entrevistado pela Folha de São Paulo nesta segunda, dia 24, conta porque pensou em um sapato customizável em sua primeira parceria com a Melissa: “Queria algo que desse ao consumidor a chance de mudar o design”, explica o arquiteto, cuja obra é considerada uma das mais singulares atualmente, com peças em acervos de museus como o MoMA, de Nova York, e o Victoria and Albert, de Londres. Ele fala mais sobre seu trabalho na entrevista à Folha e também à Vogue Itália – que aproveitou para fazer um perfil da Galeria Melissa em sua última edição
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Shampoo da Apple?
Pequenas sementes ficam escondidas atrás do rótulo que poderá ser plantada neste frasco depois do produto ser usado.Basta retirar o rótulo, pegar as sementes, inverter a embalagem, e colocar terra junto com as sementes e água e nasce uma planta.
Quem for comprar poderá escolher entre hortelã, alfazema e alecrim.Com este projeto a embalagem pode ser reaproveitada, reduzindo o desperdício de matérias-primas e prolongando a vida útil do produto.
A Seed in the Bottle é feita de plástico reciclável em PET.
Mais info´s em http://www.yankodesign.com/
Tx to Embalagem Sustentável
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Bem Me Quero apresenta nova coleção
no Capital Fashion Week 2009
Os bordados e o material reciclado são as matérias prima da Rede e da Moda Solidária
Brasília receberá entre os dias 12 e 15 deste mês, um dos maiores evento de moda mais badalado da cidade: Capital Fashion Week 2009, acontecimento que reúne todo o potencial do segmento de moda da região. E dentro deste contexto, a rede solidária Bem Me Quero leva às passarelas sua coleção verão 2010. O desfile acontecerá no dia 15 de agosto, às 20 horas.
O CFW servirá de palco, pela terceira vez, para que os três grupos de costureiras que compõem a rede Bem Me quero – Entre Nós, Rosa Botão e Bem Estar - mostrem sua criatividade e a beleza do seu trabalho.
A Inspirada no trabalho do paisagista Roberto Burle Marx, a nova coleção da Bem Me Quero retrata, através do bordado, as obras do artistas. De acordo com Marcuccy, consultor de moda do CDT e um dos novos talentos revelados pelo Capital Fashion Week, nessa edição, a cooperativa mostra a profissionalização do bordado. “Ao invés de seguir o caminho óbvio e transformar os mosaicos de Burle Marx em estampas, as artesãs resolvem reler e desconstruir as formas sinuosas do artista”, declara o estilista.
O grupo é apoiado pela Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis/MCT) e pelo Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (CDT/UnB) por meio do programa Multincubadora, na modalidade Incubadora Social e Solidária, com o objetivo de viabilizar condições que incluam pessoas sócio-economicamente excluídas, gerando trabalho e renda.
Bem Me Quero
A Bem Me Quero é uma rede de empreendimentos solidários do ramo do artesanato, vestuário e cultura criado em outubro de 2007, que tem como diferencial a moda artesanal social. É formada por seis grupos – Bem Estar, Rosa Botão, Entre Nós, Cia Artcum, Centro de Cultura e Rurart. Todas as mulheres que compõem essa rede utilizam a renda para reforçar o orçamento familiar. A estimativa é que o trabalho beneficie aproximadamente 350 pessoas.
Moda Solidária
O projeto Moda Solidária - Geração de Trabalho e Renda também faz parte da parceria entre o CDT/UnB e a Secis/MCT, que levará ao CFW, as coleções dos grupos Sebastianas, Callas e As Oliveiras, que mostrarão bolsas, bordados e acessórios em PET. O Moda Solidária beneficia 100 famílias das comunidades de São Sebastião e Planaltina, que através de aprimoramento técnico, da inovação no processo de produção e do suporte à comercialização desenvolvem produtos já com previsão para exportação.
Atualmente elas possuem material para compor 15 looks, bolsas e bijuterias que poderão ser vistos nesta edição do evento. O Desfile da Moda Solidária está previsto para o dia 12, às 16h30.
Brasilidade e Inovação
Durante os dias do evento, a Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis/MCT) e o Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (CDT/UnB) disponibilizarão em seu stand serviços e tecnologias. O público terá acesso à tecnologia Lap Tup-niquim – uma carteira escolar digital com tela de vidro sensível ao toque, com um terminal de computador –, aos serviços do Projeto Extensão Industrial Exportadora, Disque Tecnologia, Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas (SBRT), Programa Escola de Empreendedores, Desenho Industrial da Universidade de Brasília, Laboratório de Design Socioambiental - LADES, Laboratório de Pesquisa e Estudos em Moda – LabModa.
A programação do stand ainda conta com a realização de 12 palestras que abordarão os temas: Inclusão Digital com Foco no Social, Eco Chic -Comportamentos ecológicos visando a moda; Bijuterias com garrafas plásticas Pet; Moda Solidária; Moda e Empreendedorismo; Coleção de Bolsas e Carteiras Confeccionadas em Couro de Peixe; CDT/UnB, Projetos; Inovação e Brasilidade como Diferencial Competitivo para Produtos; Projeto Poison e Vestimenta para triátlon.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Arts and crafts e customização,
de volta ao princípio de tudo
(ou 10 novas maneiras de encarar
o artesanato para designers)
Olá pessoal, amigos leitores, curiosos em geral... sei que ando sumida (novamente), mas desta vez é por uma boa causa: resolvi dar vazão a meu lado artesão e botar a mão na massa para produzir algumas coisas fora do computador.Lancei há 2 semanas meu mais novo projeto: um site de customização e acessórios por encomenda.
O endereço é www.lullypop.com (deixa eu fazer merchand, tah). Empresária, eu? Acho que não... Estou mais para hippie-chiq-freakstyle mesmo...
Sempre procurei comprar produtos que traduzissem minha personalidade e tivessem pelo menos algum compromisso social ou sustentável com o planeta. E nós sabemos o quanto é difícil encontrar algo com todas essas qualidades e ainda ter um preço acessível ... Bastou falar em sustentabilidade ou compromisso com o meio ambiente que o preço vai lá para as alturas, infelizmente. Creio eu que pela escassez de produtos com essas premissas, talvez.
Uma opção barata e criativa que venho adotando há algum tempo é a customização de roupas e acessórios. Assim, quando enjôo de alguma peça, não vou simplesmente sair comprando mais e mais, sustentando o consumismo; analiso tudo que tenho disponível nos armários e tenho botar minha cabeça designer para funcionar, transformando problemas que parecem complexos em peças inusitadas e completamente novas.
Customizar é um neologismo criado para exprimir "Personalização". Esse termo vem do inglês “custom”, que quer dizer personalizado, feito sob medida. Toda vez que nos referimos a algo como “custom”, ou então adaptado à língua portuguesa como “customizado”, estamos nos referindo a algo que tenha sido personalizado ao gosto da pessoa.
Assim, devido à necessidade de criação, comecei a fazer peças para mim mesma. Com o tempo, as pessoas começaram a me pedir que fizesse customizações em peças próprias, ou simplesmente inventasse modelos e colocasse à venda. Não vou mentir que ando meio arredia com o computador, meu companheiro de trabalho durante tantos anos... então quando tive a oportunidade de participar de uma oficina de moda e customização e vi as possibilidades que a moda e o artesanato me ofereciam, pirei o cabeção, como se diz. Veja algumas vantagens para os designers:
1. Você cria peças exclusivas e desanexadas de rótulos culturais e modismos, fortalecendo a cultura "handmade" (ou feito à mão), privilegia o mercado local e dissemina o uso de produtos exclusivos e artesanais;
2. Você desenvolve habilidades manuais, um pouco adormecidas nestes tempos cibernéticos;
3. Você amplia sua capacidade criativa experimentando materiais novos e descobre coisas incríveis, que podem ser usadas em seus trabalhos ou para vc mesmo no futuro;
4. Você relaxa o corpo e distrai a mente enquanto cria, sem precisar ficar sentado o tempo na frente de uma tela;
5. Você aplica os conhecimentos adquiridos na faculdade (composição, cor, equilíbrio, etc) e na vida, expressando suas experiências sensoriais e particulares;
6. Você sai do seu mundinho cotidiano de softwares e menus para o mundo real dos objetos, cores, texturas e padronagens;
7. Você amplia consideravel e qualitativamente seu círculo social, conhece pessoas e culturas diversas do glamour habitual dos seus coleguinhas designers egocêntricos;
8. Você é seu próprio chefe e determina quando e o quê você vai fazer;
9. Você ainda tem a possibilidade de ganhar uma graninha extra =)
e última(?), porém não menos importante:
10. Você reaproveita materiais e contribui para uma economia e um modo de vida mais sustentável, não sendo influenciado por modinhas e artimanhas do consumismo-capitalista-
É por essas e outras que comecei, meio que devagarinho, a buscar outras formas de me expressar. Acho que é um bom exercício para sair da cárcere diário que o computador nos impõe. E pensar que quando tinha 8 anos eu fazia roupinhas de tricô para minha boneca e dizia que quando ela crescesse e a roupa não servisse mais, faria uma luva para me aquecer no inverno cruel de Sampa.
É isso aí, reciclar é viver.



